Eu não aguento mais começar meus textos com "ele" e "ela". E o texto todo ser ele e ela prá cá, ele e ela pra lá. Isso cansa, sabe? Eu até tento botar uns nomes no meio, mas ainda fica muito ele e ela, ele e ela, ele e ela!
Sei lá. Eu não sei mais escrever textos.
(Como se eu alguma vez o soubesse)
As palavras tem me parecido vazias e isso me irrita.
Então acho que vou procurar algumas palavras novas, alguns temas novos, não sei.
Alguma coisa pra inovar.
Um outro assunto.
Ventilador de teto, de repente. Tem tanta coisa pra se falar deles.
Qualquer coisa. Mas hoje não.
Hoje eu só quero me lamentar como eu não sei escrever e como não tenho mais o que escrever.
E que esse blog é uma porcaria.
E que só não deleto porque me apeguei a ele.
Tenho uma necessidade de escrever nele e pensar que ninguém lê. Que não tem do que se esconder ou ter vergonha.
Que ninguém vai ver entre as linhas o que eu sinto em relação as coisas faladas e que ninguém vai desvendar meus segredos ou a minha mente lendo tudo isso.
Afinal é só um blog de crise existencial adolescente.
Ah não, esse é o outro blog. Esse qui é o de textos falidos mesmo.
Toda escritora frustada tem seus textos falidos que insiste em continuar escrevendo.
Não flui, não sai, não tem nada aqui que eu consiga passar direito.
É muito desabafo e pouco romance.
Mas eu continuo firme e forte. Tentando como um homem velho que tenta ter uma ereção e não consegue.
Insistente de mais.
É como disse o bacana do Luis Fernando Verissimo numa das suas incriveis crônicas:
"E a minha literatura, broxa".
É isso aí, eu estou impotente.
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Um comentário:
Ok... Não apague o blog, tome um Viagra Literário e deixe que o instinto se encarregue do resto.
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