sexta-feira, julho 20

La Lumière

Enquanto ele tinha a lanterna e continuava parado frente a ela, olhando-a como se fosse uma obra de arte, que permenacia perdida vagando por entre a ausência de luz, ela deu mais um passo em meio a escuridão. Ficou esperando algo que pudesse enxergar, mas ele ficou ainda imóvel espiando seus passos que cambaleavam, e deslumbrado com o brilho que ela irradiava no escuro via que podia fazer mais, mas ficou ali se entretendo com sua patética presença.

Ela estava distraída e enquanto chorava encontrou os olhos dele, sem saber da indiferença se instalou nos seus braços, e ele sem se importar deixou que invadisse seu coração e seus olhos gritando sinceridades o fizeram sentir-se culpado por tudo aquilo que não fizera antes.

E ela roubou a lanterna e agora ele se via dando passos em meio a escuridão, sabendo que havia alguém com a luz, mas cessou a busca, permitindo afundar-se na tristeza com o sentimento de que não havia ser suficientemente disposto a ajudá-lo, e mergulhou sozinho como se pagasse por seu castigo.

2 comentários:

Natália Bergmann disse...

Li ontem um conto do caio que em partes poderia ser uma ótima continuação pra isso. Vai Passar.
;)

Anônimo disse...

Nunca passa...

[Obrigado pelo comment. Tu entrasse no Luddistas do Poema?
me adiciona no msn: mautonegomes@hotmail.com
até!]