(barilô, barilô, barilô-che!)
O hotel;
Se eu tivesse lá de novo não faria nada diferente. Não mudaria nem a posição da escova de dente.
Do shampoo que com certeza usaram.
Das meias espalhadas pelo quarto.
Das roupas de neve no chão.
Dos sorrisos e até das tristezas no rosto.
Eu não mudaria o canal da teve, que ficava ligada o dia todo no 15.
Ou as malas entre abertas e a porta escancarada pra quem quisesse ver as calcinhas no aquecedor.
Atropelaria de novo as mesmas pessoas.
Me atrazaria pras mesmas festas.
Repetiria os dias deitada no corredor.
E não esitaria em pegar o elevador todo dia pro segundo andar.
Invadiria o quarto dos outros do mesmo jeito.
Não temeria que invadissem o meu quarto, como tantas vezes o fizeram, mesmo quando desconhecidos.
Ignoraria a sacada no quarto como fizemos durante toda a semana.
E as manchas de verde/azul na pia causadas por um acidente proposital.
Brigaria com elas pra arrumarem o quarto enquanto minhas próprias coisas estavam jogadas.
E tomaria banho de banheira todas as vezes, como se tivesse direito a tanta mordomia e tanta coisa boa junto.
E igual a antes, julgaria quem se encontra longe de mim enquanto me esbaldaria em tamanha diversão, sabendo que a neve o frio me esperam do lado de fora do hotel.
Do lado de fora de mim.
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